A trajetória da Kátia mostra, na prática, que carreira e maternidade podem caminhar juntas, ainda que quando o caminho exige escolhas difíceis, pausas e recomeços.

Boa parte da sua vida profissional aconteceu na KLINGER Brazil, onde entrou muito jovem, aos 19 anos, inicialmente para cobrir férias. O que era temporário virou um ciclo de cinco anos e foi nesse período que a vida pessoal também ganhou novos capítulos: Kátia se casou e teve seu primeiro filho, tornando-se a primeira colaboradora da empresa a entrar em licença-maternidade.

Naquela época, o ambiente ainda era majoritariamente masculino. Com poucas mulheres na equipe a perspectiva era de que toda mulher após ter filho, não retornaria ao trabalho. Na contramão dessas expectativas, ela seguiu construindo sua história profissional sem deixar de edificar sua história pessoal.

 

Escolhas que nem sempre são fáceis

Após a licença-maternidade, que naquela época era de 4 meses, Kátia já estava de volta à rotina na empresa e essa fase não foi simples:

“Para conseguir lidar melhor com a volta ao trabalho, decidi encerrar a amamentação antes do retorno. Não foi uma escolha fácil, mas foi o que fez sentido naquele momento.”

A rotina foi se ajustando aos poucos. Entre trabalho e maternidade, ela seguiu fazendo o que era necessário, sempre com o objetivo de garantir o melhor para o filho.

Kátia continuou trabalhando na KLINGER por mais 3 anos, mas após esse período, se viu sem rede de apoio para ajudar nos cuidados com o filho, e então escolheu se afastar do trabalho para se dedicar a ele.

 

Reinvenção e resiliência

Durante cerca de 10 anos fora da KLINGER, Kátia nunca deixou de trabalhar. Nesse período, viveu momentos intensos. Engravidou novamente, enfrentou a perda do bebê, mudou de casa e encontrou uma forma de continuar ativa profissionalmente, mesmo que de um jeito diferente.

Conseguiu um trabalho que permitia atuar de casa, algo raro na época. E foi assim que conciliou tudo quando teve o segundo filho. Muitas vezes, trabalhando com ele no colo, virando noites acordada, organizando demandas no meio da rotina com as crianças:

“Foi uma fase puxada, mas parar nunca foi uma opção. Trabalhar sempre fez parte de quem eu sou.”

 

O recomeço

Com o tempo, as exigências aumentaram. O que antes era meio período começou a se transformar em algo mais intenso, e a rotina ficou ainda mais desafiadora. Durante o dia, os filhos, à noite, o trabalho. Até que chegou um momento em que àquele trabalho já não fazia mais sentido, e a insatisfação apareceu.

E foi aí que a vida trouxe um daqueles encontros inesperados que mudam tudo.

Kátia encontrou a Arlete, gestora de RH da KLINGER Brazil, e comentou que estava disponível para um novo emprego e pouco tempo depois, veio o convite para retornar à empresa.

“Voltar depois de tantos anos foi como recomeçar. Precisei reaprender muita coisa, me atualizar e me reconectar com o ambiente da indústria, mas nessa transição tive muito apoio da empresa e da minha família, o que fez total diferença.”

 

Papéis bem definidos, dentro e fora de casa

Kátia e seus filhos Maternidade e carreira: uma história real sobre conciliar, aprender e seguir em frenteNessa fase, os filhos já estavam maiores e, de uma forma muito especial, os dois tiveram a oportunidade de trabalhar com ela na KLINGER Brazil, fato que sempre teve um valor enorme para Kátia. Mesmo assim, ela fazia questão de deixar claro que, dentro do trabalho, os papéis eram diferentes. Ali, não era mãe, mas sim profissional:

“Eu sempre achei muito divertido ouvir eles me chamando de “Dona Kátia”, quando esbarra comigo pelos corredores da empresa.”

Essa postura ajudou a construir não só respeito dentro da empresa, mas também uma nova forma de reconhecimento por parte dos filhos.

Ao longo de toda essa jornada, o apoio do marido, claro, fez diferença para consolidar a carreira e construir uma família tão estruturada, mas existe uma referência ainda mais forte na história dela: a mãe. Kátia cresceu vendo a mãe trabalhar fora, em uma época em que isso não era tão comum. E isso nunca foi visto como ausência e sempre foi motivo de admiração.

“Minha mãe saía para trabalhar e ficava um tempo fora, mas quando ela retornava, todo tempo e amor dela era só nosso, meu e da minha irmã. Eu nem lembro a quantidade de tempo que ela ficava conosco, mas eu me lembro exatamente o quão bom era o tempo em que estávamos juntas.”

 

Um legado de dedicação e amor

Quando olha para trás, Kátia não sente vontade de mudar sua trajetória, pois entende que a maternidade e a vida profissional podem acontecer em paralelo.

A paciência e compreensão que a maternidade proporcionou, é também aproveitada no trabalho, assim como a organização e empenho que fazem parte do seu dia a dia na empresa são qualidades que podem ser vistas na família.

E, para quem ainda se pergunta se é possível equilibrar carreira e filhos, Kátia responde com segurança:

“É possível, sim! A mulher é capaz de fazer bem feito tudo a que se dedica, então, se você se sente realizado na profissão e realmente quer ter filhos, com esforço, resiliência e muito amor, bebês e reuniões, pode ser uma combinação bem interessante.”

Kátia em seu escritório na KLINGER Brazil Maternidade e carreira: uma história real sobre conciliar, aprender e seguir em frenteKátia agora tem uma carreira consolidade e é avô de três meninas. Revisitando sua história regada de dedicação e amor, ela continua trabalhando e se dedicando a família e, quem sabe um dia, assim como sua mãe foi para ela, poder ser exemplo e inspiração para suas netas. Emocionada, Kátia conclui:

“Tudo realmente valeu a pena!”